VoltarNotícia14 de julho de 2026Leitura de 4min

Importação de óleo diesel despenca em junho e reforça peso da Petrobras na oferta interna

Importações de óleo diesel caem de 1,4 milhão para 0,6 milhão de m³ em junho de 2026. Veja o papel da Petrobras na oferta e o que muda no abastecimento.

Importação de óleo diesel despenca em junho e reforça peso da Petrobras na oferta interna

Importação de óleo diesel despenca em junho e reforça peso da Petrobras na oferta interna

Compras externas caem para menos da metade do volume de maio, e analistas apontam a estatal como peça central para recompor o abastecimento no segundo semestre

Grupo Sol — entrega de óleo diesel 24h em todo o Estado de SP

As importações de óleo diesel pelo Brasil recuaram para cerca de 0,6 milhão de m³ em junho, ante 1,4 milhão de m³ em maio, abaixo também do 1,3 milhão de m³ registrado em junho de 2025, segundo relatórios do BTG Pactual e do Goldman Sachs (Fonte: InfoMoney, 06/07/2026).

O movimento reduz a dependência de volumes externos e concentra ainda mais o abastecimento no óleo diesel produzido pela Petrobras.

Resumo rápido

  • Importações de óleo diesel: cerca de 0,6 milhão de m³ em junho, contra 1,4 milhão de m³ em maio e 1,3 milhão de m³ em junho de 2025 (BTG Pactual)
  • Goldman Sachs, com base em dados da ComexStat, aponta importações de 580 mil m³ no mês
  • Embarques vindos da Rússia caíram para cerca de 350 mil m³, ante média mensal de aproximadamente 1 milhão de m³ em abril e maio
  • Dois fatores explicam a queda: o subsídio do governo ao óleo diesel doméstico, que mantém o preço interno abaixo do custo de importação, e a menor disponibilidade de óleo diesel russo no mercado global
  • BTG Pactual e Goldman Sachs não veem risco de desabastecimento no Brasil
  • A Petrobras importou pouco óleo diesel nos últimos meses, mas já sinalizou que pode acelerar as compras externas ao longo do segundo semestre

Por que as importações caíram tanto

A queda das compras externas de óleo diesel tem explicação em dois movimentos concorrentes. O primeiro é o programa de subsídio do governo ao óleo diesel doméstico, que mantém os preços internos significativamente abaixo dos custos de importação, o que desestimulou importadores independentes a aderir ao incentivo na intensidade esperada.

Com isso, o óleo diesel importado permaneceu mais caro do que o vendido no mercado interno (Fonte: InfoMoney, 06/07/2026).

O segundo fator é a menor disponibilidade de óleo diesel russo no mercado internacional, que reduziu a atratividade das compras externas.

O papel da Petrobras na oferta

Com menos volume entrando de fora, o abastecimento interno passa a depender mais diretamente da produção da Petrobras.

Segundo o BTG Pactual, a estatal importou pouco óleo diesel nos últimos meses, mas pode acelerar as compras externas já em julho para recompor a oferta.

O Goldman Sachs segue a mesma leitura e lembra que a Petrobras já sinalizou maior participação nas importações ao longo do segundo semestre, o que tende a reduzir os riscos de escassez e ampliar a oferta para distribuidoras menores e regionais (Fonte: InfoMoney, 06/07/2026).

Analistas do setor avaliam ainda que a menor concorrência de volumes importados favorece margens mais elevadas para empresas de distribuição com maior acesso ao óleo diesel da Petrobras no curto prazo.

Ainda assim, o BTG Pactual avalia que a demanda por combustíveis segue sólida, e tanto o banco quanto o Goldman Sachs mantêm a leitura de que não há, hoje, sinal de desabastecimento no país.

O que isso muda no planejamento de abastecimento

Na prática, o cenário reforça a importância de um fornecimento estável e local de óleo diesel para quem opera frota, gerador ou processo industrial contínuo.

Com a oferta mais concentrada na produção nacional e reforço das importações da Petrobras previsto só para o segundo semestre, gestores de abastecimento ganham mais um motivo para planejar estoque com antecedência e não depender de um único canal de fornecimento.

A Sol Diesel atua na distribuição de óleo diesel em todo o Estado de São Paulo, com frota dinâmica e rastreada via GPS, entrega a granel diretamente no local da operação e conformidade ANP, IBAMA, CETESB e ISO 9001. Para entender como funciona a cadeia de abastecimento e os principais termos do setor, confira o Glossário do Óleo Diesel no blog da Sol Diesel.

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