VoltarNotícia08 de julho de 2026Leitura de 4min

Soli3 inicia construção de usina de biodiesel no RS

Obras da usina de biodiesel Soli3 começaram no Rio Grande do Sul, com R$ 1,25 bilhão de investimento e operação prevista para 2028.

Soli3 inicia construção de usina de biodiesel no RS

Usina de biodiesel Soli3 inicia obras no Rio Grande do Sul com investimento de R$ 1,25 bilhão

Um novo polo de produção de biodiesel começou a sair do papel no Sul do país. No dia 30 de junho de 2026, teve início a construção do complexo industrial Soli3, em Cruz Alta (RS), fruto de uma parceria entre as cooperativas agropecuárias Cotrijal, Cotripal e Cotrisal. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 1,25 bilhão, e a operação deve começar em 2028.

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Resumo rápido

  • Local: Cruz Alta, Rio Grande do Sul
  • Investimento: aproximadamente R$ 1,25 bilhão
  • Sócias do empreendimento: cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal
  • Produtos: biodiesel, óleo de soja degomado, farelo de soja e casca peletizada
  • Faturamento anual projetado: R$ 2,5 bilhões
  • Início de operação previsto: 2028
  • Empregos: cerca de 1.000 postos na construção; 150 diretos e 500 indiretos após conclusão

O que é o complexo Soli3

O Soli3 é um complexo industrial de processamento de soja e produção de biodiesel, resultado da união entre três cooperativas gaúchas: Cotrijal, Cotripal e Cotrisal.

Além do biodiesel, a planta vai produzir óleo de soja degomado, farelo de soja e casca peletizada, com faturamento anual projetado em R$ 2,5 bilhões. A estrutura terá 75 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 138 hectares, com integração ferroviária para escoamento da produção.

Qual a capacidade de produção prevista

O empreendimento vai operar em duas fases. Na primeira, a capacidade de processamento será de 3 mil toneladas de soja por dia, o equivalente a 1 milhão de toneladas por ano, com produção de biodiesel estimada em 600 toneladas por dia (200 mil toneladas por ano).

Na segunda fase, a capacidade de processamento de soja deve subir para 7,2 mil toneladas por dia (2,6 milhões de toneladas por ano), elevando a produção de biocombustível a 1,5 mil toneladas por dia, ou 500 mil toneladas por ano (Fonte: BiodieselBR, 02/07/2026).

Quantos empregos o projeto deve gerar

A construção do complexo deve gerar cerca de mil postos de trabalho. Depois de concluída, a operação da planta deve manter 150 empregos diretos e gerar outros 500 indiretos na região. Segundo a fonte, a Soli3 já iniciou a contratação gradual de colaboradores, acompanhando o cronograma das obras.

Para o presidente da Cotripal e da Soli3, Germano Döwich, o momento marca uma nova etapa para a cadeia produtiva local: "Nosso foco agora é executar a edificação desse complexo industrial com máxima eficiência. Este empreendimento foi planejado para, no futuro, processar o grão do associado e produzir biodiesel. O início da construção marca o começo de uma nova fase de desenvolvimento para toda a nossa região". (Fonte: BiodieselBR, 02/07/2026).

O que esse investimento sinaliza para o mercado de óleo diesel

Projetos como o Soli3 fazem parte do movimento de expansão da capacidade nacional de produção de biodiesel, insumo usado na mistura obrigatória ao óleo diesel comercializado no Brasil.

Mais oferta de matéria-prima e de biocombustível produzido internamente tende a fortalecer a cadeia de suprimento da mistura biodiesel-óleo diesel, especialmente em regiões produtoras de grãos como o Rio Grande do Sul.

Para empresas que dependem de abastecimento constante, como frotas, indústrias e operações com geradores, o fortalecimento da produção nacional de biodiesel é um fator relevante para a estabilidade da oferta de óleo diesel no médio e longo prazo.

A Sol Diesel acompanha esse movimento do setor e segue atuando na distribuição de óleo diesel com conformidade ANP, IBAMA, CETESB e ISO 9001, entregando diretamente no local onde a operação do cliente precisa.

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