Petrobras diverge de mudanças no projeto “Combustível do Futuro”
Petrobras fez alertas sobre o eventual aumento de custos e preços que deve acompanhar o aumento da mistura e alegou que perderá mercado no diesel

Após enfrentar controvérsias relacionadas à distribuição de dividendos extraordinários aos acionistas, a Petrobras está novamente no centro das atenções, desta vez devido ao projeto de lei do "combustível do futuro".
Aprovado pela Câmara dos Deputados, esse projeto, parte da agenda verde do Ministério da Fazenda, busca promover iniciativas para reduzir a emissão de carbono e cumprir metas internacionais, como as do Acordo de Paris.
Ampliação de biocombustíveis e impactos na Petrobras

O projeto de lei em questão contempla diversas medidas, incluindo a expansão da adição de etanol anidro na gasolina, a inclusão de biometano no gás natural e o aumento gradual da mistura de biodiesel no diesel fóssil. Contudo, a definição das metas para o percentual de biodiesel misturado ao óleo diesel não estava originalmente prevista no projeto do governo, sendo inserida posteriormente por acordo entre parlamentares e ministérios.
Embora essa legislação permita flexibilidades, como a possibilidade de empresas aplicarem percentuais maiores mediante autorização, a Petrobras expressou preocupações durante a tramitação do projeto, alertando sobre potenciais aumentos de custos e preços, bem como perdas de mercado no diesel, em um momento em que a empresa está anunciando novos investimentos em refino.
Perspectivas no Senado e estratégias da Petrobras
Com a discussão do projeto seguindo para o Senado, a Petrobras está buscando influenciar o processo, visando proteger seus interesses. O presidente da empresa, Jean Paul Prates, lidera pessoalmente essa articulação, com foco na possível nomeação do senador Veneziano Vital do Rêgo como relator do projeto.
A escolha de Veneziano é vista como estratégica pela Petrobras, considerando sua reputação como um político mais aberto ao diálogo, especialmente no contexto da energia renovável. Anteriormente, o senador Vanderlan Cardoso estava cotado para relatar o projeto, mas agora a Petrobras espera que suas preocupações sejam mais bem consideradas sob a relatoria de Veneziano. Até o momento, a empresa não emitiu posicionamento oficial sobre o assunto.
Fonte: InfoMoney
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