Importação de óleo diesel: G7 libera estoques e, segundo o ING, EUA descartam embargo
O G7 vai liberar 100 milhões de barris de óleo diesel e petróleo em quatro meses. Veja de onde o Brasil importa, o risco em outubro e os dados de preço.

Importação de óleo diesel: G7 libera estoques e, segundo o ING, EUA descartam embargo
O G7 acordou em 2 de outubro de 2026 uma liberação coordenada de 100 milhões de barris de óleo diesel e petróleo por meio da Agência Internacional de Energia (AIE), ao longo de quatro meses, com liberação substancial de óleo diesel nos primeiros 20 dias, e se comprometeu a não restringir o comércio de produtos energéticos entre os países parceiros (Fonte: Poder360, 03/10/2026).
Segundo analistas do ING, a iniciativa levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a descartar o embargo às exportações de óleo diesel americano (Fonte: Investing.com, 05/10/2026).
O tema pesa no Brasil, que depende de cargas externas e comprou dos EUA 73% do óleo diesel importado em agosto (Fonte: Valor Econômico via BiodieselBR, 02/10/2026).
Resumo rápido

- O G7 acertou com a AIE a liberação de 100 milhões de barris em quatro meses, com parcela substancial de óleo diesel nos primeiros 20 dias (Fonte: Poder360, 03/10/2026)
- Segundo o ING, a iniciativa levou Trump a descartar o embargo às exportações de óleo diesel dos EUA (Fonte: Investing.com, 05/10/2026)
- Em agosto, os EUA responderam por 73% do óleo diesel importado pelo Brasil, a Índia por 20% e a Rússia por 4% (Fonte: Valor Econômico via BiodieselBR, 02/10/2026)
- O Ministério de Minas e Energia afirmou em 28 de setembro que o abastecimento de óleo diesel S10 para outubro estava garantido (Fonte: Valor Econômico, 28/09/2026)
- O preço médio do óleo diesel S10 nos postos chegou a R$ 7,35 por litro, máxima desde abril, segundo a ANP (Fonte: Reuters via BiodieselBR, 02/10/2026)
- A Sol Diesel distribui óleo diesel em todo o Estado de São Paulo, em conformidade com a ANP, o IBAMA, a CETESB e a ISO 9001
O que o G7 decidiu
Pelo comunicado, a liberação ocorre por meio da AIE, começa imediatamente e se estende por quatro meses (Fonte: Poder360, 03/10/2026). O texto também prevê que os países se absterão de impor restrições à exportação de produtos energéticos entre si (Fonte: Reuters via BiodieselBR, 02/10/2026).
O comunicado não discrimina os volumes de petróleo bruto, óleo diesel e outros produtos, nem indica quais países participarão (Fonte: Poder360, 03/10/2026).
Analistas da Energy Aspects classificaram o texto como declaração política, e não como compromisso específico e vinculante. A Reuters registrou que não estava claro quanto do volume viria do pacto firmado em março (Fonte: Reuters via BiodieselBR, 02/10/2026).
Dependência da importação
O Brasil é exportador líquido de energia, mas a capacidade de refino limitada o torna dependente da importação de óleo diesel, segundo o J.P. Morgan (Fonte: Valor Econômico via BiodieselBR, 02/10/2026).
Há duas estimativas para a parcela do consumo suprida por importações: cerca de 25%, segundo o J.P. Morgan (Fonte: Valor Econômico via BiodieselBR, 02/10/2026), e cerca de 30%, segundo a Reuters (Fonte: Reuters via BiodieselBR, 02/10/2026).
Origem da importação de óleo diesel
A participação dos EUA no óleo diesel importado pelo Brasil era de 36% em janeiro, caiu a 1% em março e chegou a 73% em agosto. A da Rússia passou de 90% em abril para 4% em agosto, e a da Índia, praticamente inexistente ao longo do ano, saltou para 20% das compras totais (Fonte: Valor Econômico via BiodieselBR, 02/10/2026).
A troca de origem tem custo de tempo. Segundo a Oxford Economics, as entregas dos EUA para a América Latina levam de uma a duas semanas, e as remessas da Ásia levam quase um mês (Fonte: Valor Econômico via BiodieselBR, 02/10/2026).
Na Rússia, a proibição das exportações de óleo diesel para produtores de combustível foi prorrogada até o final de outubro (Fonte: Reuters via BiodieselBR, 01/10/2026).
Risco de falta em outubro
Segundo o ING, a iniciativa do G7 fez o presidente Trump descartar a possibilidade de um embargo às exportações americanas (Fonte: Investing.com, 05/10/2026).
Segundo a Oxford Economics, a América Latina e o Caribe seriam os maiores afetados por uma suspensão das exportações americanas de óleo diesel (Fonte: Valor Econômico via BiodieselBR, 02/10/2026).
No Brasil, a Reuters registrou que uma defasagem recorde entre o preço da Petrobras e as cotações internacionais levantou preocupações sobre o adiamento de compras externas por importadores privados (Fonte: Reuters via BiodieselBR, 02/10/2026).
Em 28 de setembro, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Renato Dutra, afirmou que o abastecimento de óleo diesel S10 para outubro estava garantido (Fonte: Valor Econômico, 28/09/2026).
Preço ao consumidor
O diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, disse em 2 de outubro que "os preços estão começando a cair" (Fonte: Investing.com, 02/10/2026). Na cotação das 10h26 (horário de Brasília) de 5 de outubro, os futuros do petróleo Brent recuavam 0,4%, a US$ 101,85 por barril (Fonte: Investing.com, 05/10/2026).
Na pesquisa semanal da ANP divulgada em 2 de outubro, o preço médio do óleo diesel S10 nos postos do país subiu 0,3% na semana, a R$ 7,35 por litro, a maior média desde abril, com avanço de 6,8% desde o fim de agosto (Fonte: Reuters via BiodieselBR, 02/10/2026).
Impactos operacionais
Para gestores de frota, indústrias, geradores e operações críticas, o ponto prático é de acompanhamento, e manter contato próximo com o fornecedor ajuda a planejar as compras de curto prazo.
Entre os pontos de acompanhamento estão o Brent, que superou US$ 100 em setembro, e a defasagem entre o preço da Petrobras e as cotações internacionais, apontada pela Reuters como recorde.
A Sol Diesel distribui óleo diesel em todo o Estado de São Paulo, com entrega no local da operação e em conformidade com a ANP, o IBAMA, a CETESB e a ISO 9001.



