VoltarDiesel01 de junho de 2026Leitura de 4min

Governo inicia testes para avaliar aumento da mistura de biodiesel no óleo diesel

Estudos técnicos analisam a viabilidade de elevar de 15% para 16% a proporção de biodiesel no combustível comercializado no país

Testes de governo para

Mistura de biodiesel pode chegar a 16%

O governo federal iniciou uma nova etapa de avaliação técnica para analisar a possibilidade de elevar a mistura de biodiesel no óleo diesel comercializado no Brasil.

Atualmente, o percentual em vigor é de 15%. A proposta em estudo prevê o avanço para 16%, mas a mudança ainda depende da validação dos resultados técnicos e da aprovação do Conselho Nacional de Política Energética, o CNPE.

Segundo informações do setor, os testes começam neste mês de maio e contam com uma estrutura formada por 11 laboratórios mecânicos e 6 estações de testes.

Testes vão avaliar desempenho e segurança operacional

A ampliação da mistura não depende apenas de previsão legal. Antes de qualquer mudança, é necessário avaliar como o novo percentual pode se comportar na prática, considerando o desempenho do combustível, o funcionamento dos motores e a adaptação da cadeia de abastecimento.

Entre os pontos observados estão a estabilidade da mistura, possíveis impactos em equipamentos, desempenho em diferentes condições de uso e efeitos sobre a operação logística do combustível.

A avaliação busca garantir que o avanço na proporção de biodiesel ocorra com segurança técnica e sem comprometer a operação dos sistemas que dependem do óleo diesel.

Comitê técnico reúne governo e representantes do setor

A análise está sendo conduzida por um Comitê criado no âmbito do CNPE, com participação de representantes de diferentes segmentos do mercado.

De acordo com os relatos apresentados, o governo defende a ampliação da mistura como parte da estratégia de fortalecimento dos biocombustíveis no país. No entanto, qualquer avanço está condicionado à comprovação de viabilidade técnica.

Na prática, isso significa que a mudança só deve ser formalizada após a conclusão dos testes e a avaliação dos impactos operacionais.

Cronograma prevê aumento gradual da mistura

A Lei do Combustível do Futuro estabelece um cronograma de aumento gradual da proporção de biodiesel no óleo diesel. A elevação para 16% já estava prevista, mas precisa ser formalizada pelo CNPE antes de entrar em vigor.

O aumento anterior, de 14% para 15%, passou a valer em todo o território nacional após aprovação do Conselho. A implementação, inicialmente prevista para ocorrer antes, foi adiada em razão de preocupações relacionadas à inflação de alimentos.

Por isso, embora exista um planejamento de avanço na mistura, cada etapa passa por avaliação própria antes da aplicação no mercado.

O que está em análise

Os testes técnicos devem considerar diferentes aspectos da mistura e seus efeitos sobre o uso do combustível.

Entre os principais pontos estão:

• a mistura atual de biodiesel no óleo diesel, hoje em 15%

• a possibilidade de avanço para 16%

• o desempenho do combustível em testes mecânicos

• o comportamento da mistura em diferentes condições operacionais

• a adaptação da cadeia de abastecimento

• os impactos sobre equipamentos e sistemas que utilizam óleo diesel

• a necessidade de aprovação formal pelo CNPE

Decisão depende de validação técnica

Embora o aumento esteja previsto no cronograma legal, cabe ao CNPE avaliar a viabilidade técnica e operacional antes de autorizar a nova etapa.

O colegiado também pode postergar mudanças caso identifique riscos para o mercado, para a cadeia de abastecimento ou para a operação dos equipamentos.

A definição sobre a nova mistura dependerá da conclusão dos testes e da análise dos resultados apresentados pelo Comitê.

Biodiesel avança, mas exige acompanhamento técnico

A ampliação da mistura de biodiesel no óleo diesel faz parte de uma agenda mais ampla de incentivo aos biocombustíveis no Brasil.

Ao mesmo tempo, mudanças na composição do combustível exigem acompanhamento técnico, especialmente em operações que dependem de desempenho contínuo, como transporte, indústria, agronegócio, hospitais, data centers, condomínios e sistemas de geração de energia.

Por isso, a discussão sobre novos percentuais envolve não apenas questões regulatórias, mas também segurança operacional, qualidade do combustível e capacidade de adaptação do mercado.

Fonte: Biodiesel

Leia Também: Produção de biodiesel no Brasil atinge recorde em 2025 e reforça perspectiva de crescimento para 2026

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