VoltarNotícia05 de agosto de 2026Leitura de 4min

ANP recomenda fim da formulação do óleo diesel

ANP recomenda fim da formulação do óleo diesel

ANP recomenda fim da formulação do óleo diesel: o que muda para quem compra a granel

Avaliação da agência reguladora aponta fraudes fiscais e produto fora de especificação entre os riscos da atividade, suspensa desde 2025, e abre caminho para excluí-la da norma que regula o setor.

A Diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou o Relatório de Avaliação de Resultado Regulatório (ARR) da Resolução ANP nº 852/2021, que trata da atividade de formulação de gasolina e óleo diesel. O estudo recomenda descontinuar a atividade nos moldes atuais, e a Diretoria já determinou o prosseguimento da alteração da resolução para excluí-la definitivamente.

Resumo rápido

Grupo Sol — entrega de óleo diesel 24h em todo o Estado de SP
  • A ANP aprovou a ARR da Resolução nº 852/2021, que regula a formulação de gasolina e óleo diesel
  • O estudo recomenda descontinuar a atividade nos moldes atuais
  • A formulação está suspensa cautelarmente desde julho de 2025
  • No auge, os formuladores responderam a cerca de 4% da produção de gasolina A, e a suspensão de um ano não afetou o abastecimento
  • A ARR identificou riscos como fraudes fiscais, produto fora de especificação, concorrência desleal e altos custos de fiscalização
  • A exclusão da atividade ainda depende de AIR e de consulta e audiência públicas

O que a ANP decidiu

A formulação de gasolina e óleo diesel é uma atividade regulada que permite a determinadas empresas produzir combustível a partir da mistura de componentes, fora da cadeia tradicional de refino.

A Resolução ANP nº 852/2021 é a norma mais recente que disciplina essa atividade. Depois de avaliar seus resultados quanto à oferta de combustíveis, à concorrência, à qualidade dos produtos e à proteção do consumidor, a Diretoria da ANP concluiu que a atividade deve ser descontinuada nos moldes atuais e determinou o início do processo para alterar a resolução e excluí-la (Fonte: ANP, 24/07/2026).

Por que a atividade perde espaço

Os dados usados na avaliação mostram que a formulação nunca teve peso relevante no abastecimento nacional. Segundo a ANP, a participação dos formuladores alcançou seu maior percentual em torno de 4% da produção de gasolina A.

A agência constatou ainda que a suspensão cautelar da atividade, em vigor desde julho de 2025, não provocou impacto no abastecimento do país no período. Na prática, o mercado seguiu abastecido sem depender dessa atividade.

Riscos identificados pela avaliação

A ARR listou uma série de riscos associados à formulação: fraudes fiscais, comercialização de combustível fora de especificação, concorrência desleal e custos elevados de fiscalização para o poder público.

O relatório aponta que irregularidades já apuradas por órgãos de controle e administrações tributárias geraram impacto na arrecadação pública, além de potencial prejuízo a consumidores, ao meio ambiente e à integridade do mercado de combustíveis.

Próximos passos regulatórios

A aprovação da ARR é apenas uma etapa inicial. Para excluir de fato a atividade da resolução, a ANP precisa concluir uma Análise de Impacto Regulatório (AIR) e submeter a proposta de alteração a consulta e audiência públicas, conforme o rito previsto em lei. Não há, até aqui, prazo definido para a conclusão desse processo.

O que isso muda para quem compra óleo diesel

Para gestores de frota, indústrias e operações que compram óleo diesel a granel, o episódio reforça um ponto prático: os riscos que levaram a ANP a recomendar o fim da formulação (fraude fiscal e produto fora de especificação) são exatamente os que um comprador precisa afastar na hora de escolher fornecedor. Isso significa exigir nota fiscal correta, produto dentro da especificação da ANP e rastreabilidade de origem a cada abastecimento, e não apenas o menor preço.

A Sol Diesel atua na distribuição de óleo diesel dentro da especificação da ANP, com entrega no local da operação em todo o Estado de São Paulo.

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Perguntas Frequentes

É uma atividade regulada pela ANP em que empresas produzem combustível a partir da mistura de componentes, fora do processo tradicional de refino. Ela é regida atualmente pela Resolução ANP nº 852/2021, que a Diretoria da agência decidiu alterar para excluir a atividade dos moldes vigentes.

Porque a Avaliação de Resultado Regulatório concluiu que a atividade teve participação limitada no abastecimento (no máximo cerca de 4% da produção de gasolina A) e está associada a riscos como fraudes fiscais, produto fora de especificação, concorrência desleal e altos custos de fiscalização.

Não. A aprovação da ARR é uma etapa inicial. A alteração da resolução ainda depende da elaboração de uma Análise de Impacto Regulatório (AIR) e de consulta e audiência públicas, conforme determina o rito regulatório.

Segundo a própria ANP, não. O relatório constatou que a suspensão cautelar da atividade, em vigor desde julho de 2025, não provocou impacto no abastecimento nacional até a divulgação do estudo.

Nota fiscal correta, produto dentro da especificação da ANP e rastreabilidade de origem. São os mesmos pontos que a avaliação da ANP aponta como fragilidade na atividade que está sendo descontinuada, e que protegem a operação de fraude e de produto fora de especificação.

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